NORMAS PARA APRESENTAÇÃO
DE ARTIGOS PROPOSTOS PARA PUBLICAÇÃO EM REVISTAS MÉDICAS
*
Comissão Internacional de
Editores de Revistas Médicas **
_______________________________________________
* Tradução
de "Uniform
requirements for manuscripts submitted to biomedical journals".
_______________________________________________
** Membros da Comissão:
Frank Davidson, Annals
of Internal Medicine; Richard Smith, BMJ;
Bruce P. Squires, Canadian Medical
Association Journal; George Lundberg, JAMA;
Richard Glass, JAMA;
Richard Horton, Lancet; Martin VanDer
Weyden, Medical Journal of Australia;
Robert Utiger, New England Journal of Medicine;
Richard G. Robinson, New Zealand Medical Journal; Magne Nylenna, Tidsskrift
for Den Norske Laegeforening; Lois Ann Colaianni, US
National Library of Medicine; Linda Hawes Clever, Western Journal of
Medicine; e Patricia Woolf, Princeton
University.
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
QUESTÕES
A CONSIDERAR ANTES DE ENVIAR UM MANUSCRITO
NORMAS
PARA APRESENTAÇÃO DE MANUSCRITOS
ENVIO
DOS MANUSCRITOS PARA A REVISTA
DECLARAÇÕES
ANEXAS
CITAÇÕES
DESTAS NORMAS
Um pequeno grupo de editores de
revistas médicas generalistas reuniu informalmente em 1978 em Vancouver,
na Colômbia Britânica, para fixar pautas para a formatação
de manuscritos propostos para publicação nas suas revistas.
Este grupo ficou conhecido como o Grupo de Vancouver. Os seus requisitos
para manuscritos, incluindo formatos para referências bibliográficas
desenvolvidos pela National Library of
Medicine dos Estados Unidos da América (NLM), foram publicados
pela primeira vez em 1979. O Grupo de Vancouver alargou-se e acabou por
evoluir no sentido da constituição da Comissão Internacional
de Editores de Revistas Médicas - International Committee of Medical
Journal Editors (ICMJE) - que se reúne anualmente; a sua área
de interesses foi gradualmente aumentando. A Comissão produziu 5
edições das Normas para apresentação de artigos
propostos para publicação em revistas médicas. Com
o tempo, foram sendo abordados assuntos que ultrapassam a simples preparação
de manuscritos. Alguns destes assuntos estão agora integrados nas
Normas; outros são tratados em declarações separadas.
Cada uma dessas declarações foi publicada numa revista científica.
A quinta edição (1997) constitui um esforço para reorganizar
e reescrever a quarta edição, no sentido de aumentar a clareza
e responder a preocupações acerca de direitos, privacidade,
descrições de métodos e outros assuntos. O conteúdo
total das Normas pode ser reproduzido para fins educacionais, não
lucrativos; a ICMJE estimula a sua distribuição. Às
revistas que aceitam utilizar as Normas (mais de 500) é pedido que
citem nas suas instruções aos autores o documento de 1997.
É importante enfatizar o
que estas normas implicam e o que não implicam.
Em primeiro lugar, as Normas são
instruções para os autores sobre o modo como preparar manuscritos,
e não instruções para os editores sobre o estilo de
publicação. (No entanto muitas revistas basearam nelas partes
dos seus estilos de publicação).
Em segundo lugar, se os autores
prepararem os seus manuscritos de acordo com o estilo especificado nestas
normas, os editores das revistas participantes não os devolverão
para modificações de estilo sem previamente os considerarem
para efeitos de publicação. No entanto, durante o processo
de publicação, as revistas podem alterar manuscritos aceites,
de modo a que fiquem de acordo com as características específicas
do seu estilo de publicação.
Em terceiro lugar, os autores que
enviam manuscritos para uma revista participante não deveriam tentar
prepará-los de acordo com o estilo de publicação dessa
revista, mas deveriam seguir estas Normas.
Os autores devem também
seguir as instruções aos autores da revista, no respeitante
aos temas apropriados para essa revista e aos tipos de artigos que podem
ser propostos para publicação - por exemplo, estudos originais,
revisões, ou relatos de casos. Para além disto, as instruções
da revista provavelmente incluem outros requisitos próprios de cada
revista, tais como o número de cópias do manuscrito que é
necessário enviar, línguas aceites, dimensão dos artigos,
e abreviaturas aceites.
Das revistas participantes espera-se
que indiquem nas suas instruções aos autores que as suas
normas estão de acordo com as Normas para apresentação
de artigos propostos para publicação em revistas médicas,
e que citem uma versão publicada destas.
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Índice
QUESTÕES
A CONSIDERAR ANTES DE ENVIAR UM MANUSCRITO
Publicação
redundante ou em duplicado
Publicação redundante
ou em duplicado é a publicação de um artigo que coincide
substancialmente com outro já publicado.
Os leitores de periódicos
de publicação primária merecem poder ter confiança
em que o que estão a ler é original, a menos que haja uma
informação clara de que, por escolha do autor ou do editor,
o artigo é uma republicação. As bases desta posição
são as leis internacionais do direito de autor, as normas de ética,
e a utilização custo-efectiva dos recursos.
A maior parte das revistas não
quer receber artigos sobre trabalhos que já tenham sido divulgados
em grande parte num artigo publicado, ou incluídos noutro artigo
enviado ou aceite para publicação noutro local, em forma
impressa ou por meios electrónicos. Esta política não
impede a revista de considerar um artigo que tenha sido rejeitado por outra
revista, ou um relatório completo que seja posterior à publicação
de um relatório preliminar, como um resumo ou cartaz exposto para
colegas numa reunião profissional. Também não impede
as revistas de considerarem um artigo que tenha sido apresentado numa reunião
científica mas não publicado na sua forma global, ou que
aguarde publicação num livro de actos de conferência
ou formato similar. Os relatórios de imprensa de reuniões
científicas não serão em regra considerados quebras
a esta regra, mas tais relatórios não devem incluir dados
adicionais ou cópias de quadros ou ilustrações.
Quando apresenta um artigo para
publicação, o autor deve sempre fazer uma declaração
formal ao editor acerca de todos os pedidos de publicação
ou modos de difusão previamente usados que possam ser considerados
como publicação redundante ou em duplicado do mesmo trabalho,
ou de um trabalho muito semelhante. O autor deve alertar o editor se o
trabalho incluir assuntos acerca dos quais foi publicado um relatório
anterior. Neste caso, tal relatório deverá ser citado e referenciado
no novo artigo. Devem ser enviadas cópias do referido material acompanhando
o artigo proposto para publicação, para permitir ao editor
tomar uma decisão acerca do assunto.
No caso de haver tentativa ou ocorrer
publicação redundante ou em duplicado sem que o autor tenha
notificado o editor, é de esperar que haja uma reacção
editorial. No mínimo é de prever uma rápida rejeição
do manuscrito enviado. Se o editor não estava alertado para a violação
e o artigo já foi publicado, então provavelmente será
publicada uma notícia de publicação redundante ou
em duplicado, com ou sem a justificação ou aprovação
do autor.
fornecimento prévio, geralmente
para os meios de comunicação social, de informação
científica descrita num artigo que já foi aceite mas ainda
não publicado, viola as políticas de muitas revistas. Em
alguns casos, e apenas por acordo com o editor, pode ser aceitável
o fornecimento preliminar de dados - por exemplo se existe uma emergência
de saúde pública.
Publicação
secundária aceitável
A publicação secundária
na mesma ou noutra língua, especialmente noutros países,
é justificável e pode ser benéfica, desde que se verifiquem
todas as seguintes condições:
1. Os autores receberam a
aprovação dos editores de ambas as revistas, devendo o editor
envolvido na publicação secundária ter uma fotocópia,
separata ou manuscrito da versão primária.
2. A prioridade da publicação
primária é respeitada por um intervalo de publicação
de pelo menos uma semana (a menos que ambos os editores tenham negociado
especialmente outra solução).
3. A revista na qual se faz
a publicação secundária destina-se a um grupo diferente
de leitores; uma versão abreviada poderá ser suficiente.
4. A versão secundária
reproduz fielmente os dados e interpretação da versão
primária.
5. Uma nota de rodapé
na página de título da versão secundária informa
os leitores, pares e organizações de documentação
que o artigo já foi publicado no todo ou em parte e indica a referência
primária. Uma nota adequada poderá ser: "Este artigo é
baseado num estudo divulgado anteriormente em [Nome da revista, com a referência
completa]".
A autorização para
a publicação secundária deve ser gratuita.
Protecção
do direito dos pacientes à privacidade
Os pacientes têm um direito
à privacidade que não deve ser infringido sem consentimento
informado. A informação susceptível de permitir a
identificação não deve ser publicada em descrições
escritas, fotografias, e árvores genealógicas, a menos que
a informação seja essencial para fins científicos
e o paciente (ou familiar ou tutor) dê consentimento informado por
escrito para a publicação. Para este efeito é necessário
que ao paciente seja mostrado o manuscrito a publicar.
Os pormenores identificadores devem
ser omitidos se não forem essenciais, mas os dados do paciente nunca
devem ser alterados numa tentativa para conseguir o anonimato. O anonimato
completo é difícil de conseguir, e em caso de dúvida
deve obter-se o consentimento informado. Por exemplo, colocar uma máscara
na zona dos olhos numa fotografia de pacientes é uma protecção
de anonimato inadequada.
A norma para o consentimento informado
deve ser incluída nas instruções aos autores da revista.
Quando se obteve o consentimento informado, tal facto deve ser indicado
no artigo publicado.
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Índice
NORMAS
PARA APRESENTAÇÃO DE MANUSCRITOS
Resumo
dos requisitos técnicos
Dactilografar a dois espaços
todas as partes do manuscrito.
Começar cada secção
ou componente no início de uma página.
Rever a sequência: página
de título, resumo e palavras chave, texto, agradecimentos, referências,
quadros (um por página), legendas.
As ilustrações e
provas não montadas não devem exceder 203 por 279 mm.
Incluir autorizações
para reproduzir material publicado anteriormente ou para usar ilustrações
que podem identificar pessoas.
Enviar autorização
de transferência de direitos de autor e outros documentos.
Enviar o número de cópias
solicitado.
Guardar cópias de todo o
material enviado.
Preparação
do manuscrito
O texto de estudos observacionais
e experimentais é em geral (mas não necessariamente) dividido
em secções com os títulos Introdução,
Métodos, Resultados, e Discussão. Os artigos extensos podem
necessitar de subtítulos em algumas secções (em especial
nas secções Resultados e Discussão) para tornar mais
claro o seu conteúdo. Outros tipos de artigos, tais como relatos
de casos, revisões, e editoriais, provavelmente adoptarão
outros formatos. Os autores devem consultar cada revista para obter orientação
mais detalhada.
Dactilografar ou imprimir o manuscrito
em papel branco de boa qualidade com 216 por 279 mm, ou ISO A4 (212 por
297 mm), com margens de 25 mm pelo menos. Dactilografar ou imprimir apenas
num dos lados do papel. Usar duplo espaço em todo o artigo, inclusive
na página de título, resumo, texto, agradecimentos, referências,
quadros, e legendas. Numerar as páginas consecutivamente, começando
na página de título. Colocar o número de página
no canto superior ou inferior direito de cada página.
Manuscritos
em disquetes
Para os artigos em fase final de
aceitação para publicação, algumas revistas
solicitam aos autores que enviem uma cópia em formato electrónico
(numa disquete); podem aceitar uma série de formatos de processamento
de texto ou ficheiros de texto (ASCII).
Quando enviarem disquetes, os autores
devem:
(1) certificar-se de que incluem
uma versão impressa do artigo contido na disquete,
(2) colocar na disquete apenas
a última versão do manuscrito,
(3) intitular o ficheiro de modo
claro,
(4) indicar na etiqueta da disquete
o nome e formato do ficheiro,
(5) fornecer informação
acerca do computador e da aplicação usados.
Os autores devem consultar as instruções
aos autores da revista, acerca dos formatos que esta aceita, convenções
para intitular os ficheiros, número de cópias a fornecer,
e outros pormenores.
Página
de título
A página de título
deverá incluir:
(1) o título do artigo,
que deve ser conciso mas esclarecedor,
(2) o nome pelo qual cada um dos
autores é conhecido, com o seu grau académico mais elevado
e a sua filiação institucional,
(3) o nome do departamento e a
instituição ao qual o trabalho deve ser atribuído,
(4) renúncia a direitos
legais, se tal for necessário,
(5) o nome e endereço do
autor responsável pela correspondência acerca do manuscrito,
(6) o nome e endereço do
autor a quem devem ser dirigidos pedidos de separatas, ou declaração
de que não é possível obter separatas através
dos autores,
(7) fontes de apoio sob a forma
de subsídios, equipamento, ou medicamentos; e
(8) um curto cabeçalho ou
rodapé até 40 caracteres (incluindo letras e espaços)
colocado no rodapé da página de título.
Autoria
Todas as pessoas designadas como
autores deverão preencher os requisitos de autoria. Cada um dos
autores deve ter participado nos trabalhos de tal modo que possa assumir
publicamente a responsabilidade pelo seu conteúdo.
A qualificação como
autor deverá ser baseada apenas em contribuições substantivas
para:
(1) a concepção e
o delineamento, ou a análise e interpretação dos dados;
(2) e a redacção
do artigo ou a sua revisão crítica no respeitante a conteúdos
conceptuais importantes;
(3) e a aprovação
final da versão a publicar.
Os requisitos 1, 2 e 3 devem coexistir.
A simples participação na captação de financiamento
ou na colheita de dados não justifica a qualidade de autor. A supervisão
geral do grupo de investigação não é suficiente
para a qualificação como autor. Qualquer parte de um artigo
que seja crítica no respeitante às conclusões principais
deste, deve ser da responsabilidade de pelo menos um dos autores. Os editores
podem solicitar aos autores que descrevam a seu contributo para o artigo,
e esta informação pode ser publicada.
Cada vez mais os estudos multicêntricos
são atribuídos a um autor colectivo. Todos os membros do
grupo que são referidos como autores, quer os seus nomes sejam designados
sob o título quer em nota de rodapé, devem preencher todos
os requisitos de autoria acima indicados. Os nomes dos membros do grupo
que não cumprem esses critérios devem ser listados, com a
sua autorização, nos agradecimentos
ou num apêndice.
A ordem de menção
dos autores deve ser uma decisão conjunta dos co-autores. Dado que
esta ordem pode ser escolhida de vários modos, não pode inferir-se
com precisão o seu significado a menos que os autores o indiquem.
Os autores podem querer explicar a ordem de autoria numa nota de rodapé.
Quando decidem sobre esta ordem, os autores devem ter em consideração
que muitas revistas limitam o número de autores listados no índice,
e que a National Library of Medicine dos Estados Unidos da América
(NLM) lista na MEDLINE os primeiros
24 e o último autor, quando estes são mais do que 25.
Resumo e Palavras-Chave
A segunda página deve incluir
um resumo (não ultrapassando 150 palavras para resumos não
estruturados ou 250 palavras para resumos estruturados). O resumo deve
explicitar os objectivos do estudo ou investigação, a metodologia
básica (selecção da população a estudar
ou dos animais de laboratório, métodos de observação
e de análise), os resultados principais (fornecendo dados específicos
e, se possível, a respectiva significância estatística),
e as principais conclusões. Deve realçar os aspectos novos
e importantes do estudo ou das observações).
Por baixo do resumo os autores
devem indicar, e identificar como tais, 3 a 10 palavras-chave ou frases
curtas que possam auxiliar a indexação múltipla do
artigo e possam ser publicadas com o resumo. Devem ser usados termos da
lista de descritores médicos (MeSH)
do Index Medicus; se ainda não existirem descritores MeSH apropriados
para termos de introdução recente podem usar-se essas palavras.
Introdução
Indicar o objectivo do artigo e
resumir a fundamentação do estudo ou da observação.
Fornecer apenas referências rigorosamente pertinentes e não
incluir dados ou conclusões do trabalho a que se refere o artigo.
Métodos
Descrever com clareza o modo de
selecção das unidades de observação ou experimentação
(pacientes ou animais de laboratório, incluindo os controlos). Identificar
a sua idade, sexo e outras características importantes. A definição
e a relevância da raça e etnicidade são ambíguas.
Os autores devem ser particularmente cuidadosos ao usar estas categorias.
Identificar os métodos,
os aparelhos (indicar entre parêntesis o nome e morada dos fabricantes),
e os procedimentos usados com o pormenor suficiente para permitir a outros
investigadores reproduzir os resultados. Fornecer referências para
os métodos consagrados, incluindo os métodos
estatísticos; fornecer referências
e fazer uma breve descrição dos métodos que foram
publicados mas não são muito conhecidos; descrever os métodos
novos ou substancialmente modificados, indicar as razões pelas quais
se utilizam e avaliar as suas limitações. Identificar com
precisão todos os fármacos e produtos químicos usados,
incluindo a designação genérica, dose, e via de administração.
Os relatos de ensaios clínicos
aleatorizados devem apresentar informação sobre todos os
elementos importantes do estudo, incluindo o protocolo (população
estudada, intervenções ou exposições, resultados,
e a fundamentação da análise estatística),
escolha das intervenções (métodos de aleatorização,
ocultação da distribuição por grupos de tratamento),
e o método de ocultação.
Os autores que apresentam para
publicação manuscritos de revisão deverão incluir
uma secção descrevendo os métodos usados para localizar,
seleccionar, deduzir e seleccionar os dados. Estes métodos deverão
também ser indicados sumariamente no resumo.
Ética
Quando se relata experimentação
com pessoas, indicar se os procedimentos seguidos estiveram de acordo com
os padrões éticos da entidade (institucional ou regional)
responsável pela experimentação humana e com a Declaração
de Helsínquia de 1975, na sua revisão de 1983. Não
mencionar nomes, iniciais ou números de processos de pacientes,
particularmente em qualquer tipo de ilustração. Quando se
relata experimentação com animais, indicar se, no respeitante
aos cuidados e utilização de animais de laboratório,
foram seguidas as indicações da instituição
ou de uma autoridade nacional de investigação, ou de alguma
legislação nacional.
Estatística
Descrever os métodos estatísticos
com o pormenor necessário para permitir a um leitor conhecedor com
acesso aos dados originais a verificação dos resultados apresentados.
Sempre que possível quantificar os resultados e apresentá-los
com os correspondentes indicadores de erro de medição ou
de incerteza (como por exemplo intervalos de confiança). Evitar
basear-se apenas em testes de inferência estatística, como
o uso dos valores de P, que não veiculam informação
quantitativa importante. Discutir a elegibilidade das unidades de experimentação.
Fornecer informação pormenorizada sobre a aleatorização.
Descrever os métodos usados para obter qualquer tipo de ocultação
das observações, e o seu sucesso. Relatar complicações
de tratamento. Fornecer os números de observações.
Relatar perdas na observação (tais como abandonos de um ensaio
clínico). As referências relativas ao delineamento do estudo
e aos métodos estatísticos devem ser sempre que possível
de trabalhos padrão (com indicação das páginas),
de preferência a artigos nos quais os delineamentos ou métodos
foram descritos pela primeira vez. Especificar os programas informáticos
de utilização corrente usados.
Incluir na secção
Métodos uma descrição geral da metodologia. Quando
os dados são resumidos na secção Resultados, especificar
os métodos estatísticos usados para os analisar. Restringir
quadros e figuras aos necessários para explicitar a fundamentação
do artigo e avaliar da sua solidez. Usar gráficos em vez de quadros
com muitas entradas; não duplicar os dados em gráficos e
quadros. Evitar o uso não técnico de termos técnicos
de estatística, tais como "aleatório" (que implica um mecanismo
de aleatorização), "normal", "significativo", "correlações",
e "amostra". Definir os termos estatísticos, as abreviaturas e a
maioria dos símbolos.
Resultados
Apresentar os resultados em sequência
lógica através de texto, quadros, e figuras. Não repetir
no texto todos os dados incluídos nos quadros ou figuras; realçar
ou resumir apenas as observações importantes.
Discussão
Realçar os aspectos novos
ou importantes do estudo e as conclusões deles decorrentes. Não
repetir em pormenor dados ou outro material incluído nas secções
Introdução ou Resultados. Incluir na secção
Discussão as implicações e limitações
dos resultados, incluindo as suas implicações para a investigação
futura. Relacionar as observações com outros estudos importantes.
Relacionar as conclusões
com os objectivos do estudo, mas evitar afirmações não
fundamentadas e conclusões que não se baseiem totalmente
nos dados. Em especial, os autores devem evitar fazer afirmações
sobre benefícios económicos e custos, a menos que o manuscrito
inclua dados e análise económicos. Evitar reclamar prioridade
para, ou fazer alusão a trabalhos não completados. Enunciar
novas hipóteses quando tal é possível, mas assinalá-las
claramente como tal. Quando for apropriado, podem incluir-se recomendações.
Agradecimentos
Num local apropriado do artigo
(rodapé da página de título ou apêndice ao texto;
ver as normas da revista) deverão incluir-se uma ou mais frases
especificando:
(1) contribuições
que justifiquem um agradecimento mas não justifiquem a autoria,
como por exemplo o apoio geral dado por um responsável de departamento;
(2) agradecimentos por auxílio
técnico;
(3) agradecimentos por apoio financeiro
e material, cuja natureza deve ser especificada;
(4) relacionamentos que possam
implicar um conflito de interesses.
As pessoas que tenham contribuído
intelectualmente para o artigo mas cujas contribuições não
justifiquem a qualidade de autor, podem ser indicadas, sendo descrita a
sua função ou contribuição - por exemplo, consultor
científico, revisão crítica do projecto de estudo,
colheita de dados, ou participação em ensaio clínico.
Tais pessoas devem ter autorizado a referência dos seus nomes. Os
autores são responsáveis pela obtenção de autorização
escrita das pessoas nomeadas nos agradecimentos, dado que os leitores podem
inferir que tais pessoas subscrevem os dados e as conclusões.
O apoio técnico deve ser
agradecido num parágrafo diferente daqueles contendo agradecimentos
por outros tipos de contribuição.
Referências
As referências devem ser
numeradas sucessivamente pela ordem em que são mencionadas pela
primeira vez no texto. Identificar as referências no texto, nos quadros,
e nas legendas com algarismos árabes entre parêntesis. As
referências citadas apenas em quadros ou em legendas de figuras devem
ser numeradas de acordo com a sequência estabelecida pela primeira
identificação no texto desse quadro ou figura.
Utilizar o estilo dos exemplos
indicados a seguir, que se baseia nos formatos usados pela National
Library of Medicine dos Estados Unidos da América (NLM) no Index
Medicus. Os nomes das revistas devem ser abreviados de acordo com o estilo
usado no Index Medicus. Consultar a lista de revistas indexadas no Index
Medicus (List of
Journals Indexed in Index Medicus), publicada anualmente em volume
próprio pela biblioteca, e sob a forma de lista no número
de Janeiro do Index Medicus. Esta lista também pode obter-se através
da localização da biblioteca na World Wide Web (http://www.nlm.nih.gov/).
Evitar o uso de resumos como referências.
As referências a artigos aceites para publicação mas
ainda não publicados devem ser indicadas como "in press" ou "a sair";
os autores devem obter autorização escrita para citar esses
artigos, bem como confirmação de que foram aceites para publicação.
Informação procedente de manuscritos submetidos a apreciação
para publicação mas não aceites deve ser citada no
texto como "observações não publicadas" com autorização
escrita da sua origem.
Evitar citar uma comunicação
pessoal a menos que esta forneça informação essencial
não disponível numa fonte de informação publicada.
Neste caso o nome da pessoa e a data da comunicação devem
ser citados entre parêntesis no texto. No caso de artigos científicos,
os autores devem obter uma autorização escrita e uma confirmação
por escrito da sua precisão por parte da fonte de uma comunicação
pessoal.
As referências devem ser
verificadas pelo autor face aos documentos originais. O estilo destas Normas
(o estilo de Vancouver) é em grande parte baseado num estilo padrão
do American National Standards Institute (ANSI)
adaptado para as suas bases de dados pela National
Library of Medicine dos Estados Unidos da América (NLM). Foram
incluídas notas sempre que o estilo de Vancouver difere do estilo
usado actualmente pela NLM.
Artigos de
revistas
1. Artigo padrão de revista:
Listar os primeiros seis autores
seguido por et al.
(Nota: A NLM lista actualmente
até 25 autores; se houver mais de 25 autores, a NLM lista os primeiros
24, depois o último autor, e depois et al.)
Vega KJ, Pina I, Krevsky B. Heart
transplantation is associated with an increased risk for pancreatobiliary
disease. Ann Intern Med 1996 Jun 1;124(11):980-3.
Como opção, se a revista
usa paginação continuada por volume (como fazem muitas revistas
médicas) podem omitir-se o mês e número da revista.
(Nota: Por uma questão de
coerência, esta opção é usada em todos os exemplos
nestas Normas. A NLM não utiliza esta opção.
Vega KJ, Pina I, Krevsky B. Heart
transplantation is associated with an increased risk for pancreatobiliary
disease. Ann Intern Med 1996;124:980-3.
Mais do que seis autores:
Parkin DM, Clayton D, Black RJ,
Masuyer E, Friedl HP, Ivanov E, et al. Childhood--leukaemia in Europe after
Chernobyl: 5 year follow-up. Br J Cancer 1996;73:1006-12.
2. Organização como autor:
The Cardiac Society of Australia
and New Zealand. Clinical exercise stress testing. Safety and performance
guidelines. Med J Aust 1996;164:282-4.
3. Sem menção de autor:
Cancer in South Africa [editorial].
S Afr Med J 1994;84:15.
4. Artigo não em inglês:
(Nota: A NLM traduz o título
para inglês, apresenta a tradução entre parêntesis
rectos, e junta uma designação abreviada da língua.)
Ryder TE, Haukeland EA, Solhaug
JH. Bilateral infrapatellar seneruptur hos tidligere frisk kvinne. Tidsskr
Nor Laegeforen 1996;116:41-2.
5. Volume com suplemento:
Shen HM, Zhang QF. Risk assessment
of nickel carcinogenicity and occupational lung cancer. Environ Health
Perspect 1994;102 Suppl 1:275-82.
6. Número com suplemento:
Payne DK, Sullivan MD, Massie MJ.
Women's psychological reactions to breast cancer. Semin Oncol 1996;23(1
Suppl 2):89-97.
7. Volume com parte:
Ozben T, Nacitarhan S, Tuncer N.
Plasma and urine sialic acid in non-insulin dependent diabetes mellitus.
Ann Clin Biochem 1995;32(Pt 3):303-6.
8. Número com parte:
Poole GH, Mills SM. One hundred
consecutive cases of flap lacerations of the leg in ageing patients. N
Z Med J 1994;107(986 Pt 1):377-8.
9. Número sem menção
de volume:
Turan I, Wredmark T, Fellander-Tsai
L. Arthroscopic ankle arthrodesis in rheumatoid arthritis. Clin Orthop
1995;(320):110-4.
10. Sem menção de número
nem de volume:
Browell DA, Lennard TW. Immunologic
status of the cancer patient and the effects of blood transfusion on antitumor
responses. Curr Opin Gen Surg 1993:325-33.
11. Paginação em numeração
romana:
Fisher GA, Sikic BI. Drug resistance
in clinical oncology and hematology. Introduction. Hematol Oncol Clin North
Am 1995 Apr;9(2):xi-xii.
12. Indicação do tipo
de artigo, se necessário:
Enzensberger W, Fischer PA. Metronome
in Parkinson's disease [carta]. Lancet 1996;347:1337.
Clement J, De Bock R. Hematological
complications of hantavirus nephropathy (HVN) [resumo]. Kidney Int 1992;42:1285.
13. Artigo contendo retractação:
Garey CE, Schwarzman AL, Rise ML,
Seyfried TN. Ceruloplasmin gene defect associated with epilepsy in EL mice
[retractação de Garey CE, Schwarzman AL, Rise ML, Seyfried
TN. In: Nat Genet 1994;6:426-31]. Nat Genet 1995;11:104.
14. Artigo retractado:
Liou GI, Wang M, Matragoon S. Precocious
IRBP gene expression during mouse development [retractado em Invest Ophthalmol
Vis Sci 1994;35:3127]. Invest Ophthalmol Vis Sci 1994;35:1083-8.
15. Artigo com erratum publicado:
Hamlin JA, Kahn AM. Herniography
in symptomatic patients following inguinal hernia repair [erratum publicado
encontra-se em West J Med 1995;162:278]. West J Med 1995;162:28-31.
Livros e
outras monografias
(Nota: O anterior estilo de Vancouver
usava incorrectamente uma vírgula em vez de um ponto e vírgula
entre o editor e a data.)
16. Autor(es) individual:
Ringsven MK, Bond D. Gerontology
and leadership skills for nurses. 2nd ed. Albany (NY): Delmar Publishers;
1996.
17. Editor(es), compilador, como
autor:
Norman IJ, Redfern SJ, editors.
Mental health care for elderly people. New York: Churchill Livingstone;
1996.
18. Organização como
autor e editor:
Institute of Medicine (US). Looking
at the future of the Medicaid program. Washington: The Institute; 1992.
19. Capítulo de um livro:
(Nota: O anterior estilo de Vancouver
usava uma vírgula em vez de um p antes da paginação.)
Phillips SJ, Whisnant JP. Hypertension
and stroke. In: Laragh JH, Brenner BM, editors. Hypertension: pathophysiology,
diagnosis, and management. 2nd ed. New York: Raven Press; 1995. p. 465-78.
20. Livro de actos de conferência,
congresso, encontro:
Kimura J, Shibasaki H, editors.
Recent advances in clinical neurophysiology. Proceedings of the 10th International
Congress of EMG and Clinical Neurophysiology; 1995 Oct 15-19; Kyoto, Japan.
Amsterdam: Elsevier; 1996.
21. Comunicação em
conferência:
Bengtsson S, Solheim BG. Enforcement
of data protection, privacy and security in medical informatics. In: Lun
KC, Degoulet P, Piemme TE, Rienhoff O, editors. MEDINFO 92. Proceedings
of the 7th World Congress on Medical Informatics; 1992 Sep 6-10; Geneva,
Switzerland. Amsterdam: North-Holland; 1992. p. 1561-5.
22. Relatório técnico
ou científico:
Publicado pela entidade financiadora
ou patrocinadora:
Smith P, Golladay K. Payment for
durable medical equipment billed during skilled nursing facility stays.
Final report. Dallas (TX): Dept. of Health and Human Services (US), Office
of Evaluation and Inspections; 1994 Oct. Report No.: HHSIGOEI69200860.
Publicado pela entidade executora:
Field MJ, Tranquada RE, Feasley
JC, editors. Health services research: work force and educational issues.
Washington: National Academy Press; 1995. Contract No.: AHCPR282942008.
Sponsored by the Agency for Health Care Policy and Research.
23. Dissertação:
Kaplan SJ. Post-hospital home health
care: the elderly's access and utilization [dissertação].
St. Louis (MO): Washington Univ.; 1995.
24. Patente:
Larsen CE, Trip R, Johnson CR, inventors;
Novoste Corporation, assignee. Methods for procedures related to the electrophysiology
of the heart. US patent 5,529,067. 1995 Jun 25.
Outras publicações
25. Artigo de jornal:
Lee G. Hospitalizations tied to
ozone pollution: study estimates 50,000 admissions annually. The Washington
Post 1996 Jun 21;Sect. A:3 (col. 5).
26. Material audiovisual:
HIV+/AIDS: the facts and the future
[cassette video]. St. Louis (MO): Mosby-Year Book; 1995.
27. Texto legal:
Legislação publicada:
Preventive Health Amendments of
1993, Pub. L. No. 103-183, 107 Stat. 2226 (Dec. 14, 1993).
Legislação não
promulgada:
Medical Records Confidentiality
Act of 1995, S. 1360, 104th Cong., 1st Sess. (1995).
Code of Federal Regulations:
Informed Consent, 42 C.F.R. Sect.
441.257 (1995).
Audição:
Increased Drug Abuse: the Impact
on the Nation's Emergency Rooms: Hearings Before the Subcomm. on Human
Resources and Intergovernmental Relations of the House Comm. on Government
Operations, 103rd Cong., 1st Sess. (May 26, 1993).
28. Mapa:
North Carolina. Tuberculosis rates
per 100,000 population, 1990 [demographic map]. Raleigh: North Carolina
Dept. of Environment, Health, and Natural Resources, Div. of Epidemiology;
1991.
29. Livro da Bíblia:
The Holy Bible. King James version.
Grand Rapids (MI): Zondervan Publishing House; 1995. Ruth 3:1-18.
30. Dicionário e referências
semelhantes:
Stedman's medical dictionary. 26th
ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1995. Apraxia; p. 119-20.
31. Texto clássico:
The Winter's Tale: act 5, scene
1, lines 13-16. The complete works of William Shakespeare. London: Rex;
1973.
Material
não publicado
32. Aguardando publicação:
(Nota: A NLM prefere forthcoming
= a sair, porque nem todos os textos serão publicados.)
Leshner AI. Molecular mechanisms
of cocaine addiction. N Engl J Med. Em publicação 1996.
Material
electrónico
33. Revista em formato electrónico:
Morse SS. Factors in the emergence
of infectious diseases. Emerg Infect Dis [serial online] 1995 Jan-Mar [cited
1996 Jun 5]; 1(1):[24 ecrans]. Disponível em: URL: http://www.cdc.gov/ncidod/EID/eid.htm
34. Monografia em formato electrónico:
CDI, clinical dermatology illustrated
[monografia em CD-ROM]. Reeves JRT, Maibach H. CMEA Multimedia Group, producers.
2nd ed. Version 2.0. San Diego: CMEA; 1995.
35. Ficheiro de computador:
Hemodynamics III: the ups and downs
of hemodynamics [programa de computador]. Version 2.2. Orlando (FL): Computerized
Educational Systems; 1993.
Quadros
Dactilografar ou imprimir cada
um dos quadros a dois espaços numa folha separada. Não apresentar
quadros sob a forma de fotografias. Numerar os quadros sucessivamente pela
ordem da sua primeira citação no texto, e atribuir um título
breve a cada um. Indicar para cada coluna um título curto ou abreviado.
Colocar as notas explicativas em rodapé, não no cabeçalho
ou título. Explicar nas notas de rodapé todas as abreviaturas
não padronizadas usadas em cada quadro. Para assinalar as notas
de rodapé usar os símbolos seguintes, por esta ordem: *,
,
, § , || , ¶
,**,
, 
, etc. Identificar
as medidas estatísticas de variações, como o desvio
padrão e o erro padrão da média. Não usar linhas
de separação horizontais ou verticais no interior dos quadros.
Certificar-se de que todos os quadros são citados no texto. Se se
utilizarem dados de outra fonte, publicada ou não, obter a respectiva
autorização e mencionar esse facto nos agradecimentos.
A utilização de demasiados
quadros em relação à dimensão do texto pode
causar dificuldades no arranjo gráfico das páginas. Examinar
números da revista para a qual se pensa enviar o artigo para estimar
quantos quadros podem ser incluídos por cada 1000 palavras de texto.
Ao aceitar um artigo, o editor
pode recomendar que quadros adicionais, contendo dados em reserva importantes
mas demasiado extensos para serem publicados, sejam depositados num serviço
de arquivo, como o National Auxiliary Publication Service nos Estados Unidos,
ou sejam disponibilizados para consulta pelos autores. Nesse caso será
incluída no texto uma nota apropriada. Enviar também esses
quadros para apreciação com o artigo.
Ilustrações
(Figuras)
Enviar o número requerido
de conjuntos completos de figuras. As figuras devem ser desenhadas e fotografadas
de modo profissional; a inclusão de letras manuscritas ou dactilografadas
é inaceitável. Em vez de desenhos originais, radiografias,
ou outros materiais, enviar fotografias nítidas a preto e branco
em papel brilhante, em geral com as dimensões de 127 por 173 mm,
e nunca ultrapassando 203 por 254 mm. Letras, números e símbolos
devem ser nítidos e idênticos em todas as figuras, e com dimensões
suficientes para poderem ser legíveis depois de reduzidos para publicação.
Os títulos e as notas explicativas de pormenor pertencem às
legendas das figuras e não a estas propriamente ditas.
Cada uma das figuras deve ter colada
no verso uma etiqueta com indicação do número da figura,
do nome do autor, e de qual o bordo superior da figura. Não escrever
no verso das figuras nem as raspar ou danificar com clipes. Não
enrolar as figuras nem as montar em cartão.
As microfotografias devem ter indicadores
de escala internos. Os símbolos, setas ou letras usados nas microfotografias
devem contrastar com o fundo.
Se se utilizarem fotografias de
pessoas, ou estas não podem ser identificáveis, ou as suas
fotografias devem ser acompanhadas por uma autorização escrita
para as usar (Protecção
do direito dos pacientes à privacidade).
As figuras devem ser numeradas
sucessivamente de acordo com a ordem pela qual foram citadas em primeiro
lugar no texto. Se uma figura já foi publicada, incluir um agradecimento
à fonte original e apresentar autorização escrita
do detentor dos direitos de autor para a respectiva reprodução.
É necessária a autorização quer este seja o
autor quer seja o editor, excepto para documentos que pertençam
ao domínio público.
Para figuras a cores informar-se
sobre se a revista requer negativos a cores, diapositivos ou cópias
em papel. Desenhos com indicação da zona da fotografia que
deve ser reproduzida podem ser úteis para o editor. Algumas revistas
apenas publicam figuras a cores se o autor pagar os custos adicionais.
Legendas
das ilustrações
Dactilografe ou imprima as legendas
para as ilustrações a dois espaços, numa página
separada, com números árabes correspondendo às figuras.
Quando se usam símbolos, setas, números ou letras para assinalar
partes das figuras, identificar e explicar claramente cada um deles na
legenda. Explicitar a escala interna e identificar o método de coloração
usado nas microfotografias.
Unidades
de medida
As medidas de comprimento, altura,
peso e volume devem ser expressas em unidades do sistema métrico
(metro, quilograma ou litro) ou seus múltiplos decimais.
A temperatura deve ser expressa
em graus Celsius. Os valores da pressão arterial devem ser expressos
em milímetros de mercúrio.
Todos os valores hematológicos
e de química clínica devem ser apresentados em unidades do
sistema métrico, nos termos do Sistema Internacional de Unidades
(SI). Antes da publicação, os editores podem solicitar aos
autores que incluam também unidades alternativas ou não SI.
Abreviaturas
e símbolos
Utilizar apenas abreviaturas padronizadas.
Evitar abreviaturas no título e no resumo. A designação
completa à qual se refere uma abreviatura deve preceder a primeira
indicação desta no texto, a não ser que se trate de
uma unidade de medida padrão.
_____________________________________
Índice
ENVIO
DOS MANUSCRITOS PARA A REVISTA
Expedir pelo correio o número
requerido de cópias do manuscrito num envelope de papel espesso,
protegendo, se necessário, o manuscrito e as ilustrações
com placas de cartão, de modo a impedir a dobragem das fotografias.
Colocar as fotografias e diapositivos num envelope separado, de papel espesso.
Os manuscritos devem ser acompanhados
por uma carta assinada por todos os co-autores. Esta carta deve incluir:
(1) informação acerca
de publicação prévia ou em duplicado, ou sobre envio
para apreciação, em qualquer outro lado, de qualquer parte
do trabalho, como definido acima neste documento;
(2) uma declaração
sobre relacionamentos financeiros ou outros, que possam provocar um conflito
de interesses;
(3) uma declaração
de que o manuscrito foi lido e aprovado por todos os autores, de que os
requisitos
sobre autoria definidos neste documento foram respeitados, e de que
cada um dos autores acredita que o manuscrito representa trabalho honesto;
(4) o nome, endereço e número
de telefone do autor a contactar, que fica responsável pelos contactos
com os outros autores acerca de revisões e da aprovação
final das provas.
A carta deverá fornecer
quaisquer outras informações adicionais que possam ser úteis
para o editor, tais como a classificação do tipo de artigo
proposta à revista, e se o autor concorda em assumir o pagamento
do custo da reprodução de figuras a cores.
A acompanhar o manuscrito devem
ser enviadas cópias de quaisquer autorizações para
reproduzir material já publicado, para utilizar figuras ou para
relatar informação sobre pessoas identificáveis, ou
para referir os nomes de pessoas a quem se agradecem os contributos.
_____________________________________
Índice
DECLARAÇÕES
ANEXAS
Definição
de uma publicação revista por pares
Uma revista com revisão
por pares é uma revista que submete a maior parte dos seus artigos
publicados a uma revisão por peritos que não fazem parte
do corpo editorial. O número e tipo de manuscritos enviados para
revisão, o número dos revisores, os processos de revisão
e a utilização que é dada aos pareceres dos revisores
podem variar, pelo que cada revista deve anunciar publicamente a sua política
nas suas instruções aos autores, para benefício dos
leitores e dos potenciais autores.
Liberdade
e integridade editoriais
Os proprietários e editores
de revistas médicas têm um empenho comum - a publicação
de uma revista fiável e legível, produzida com o devido respeito
pelos fins declarados da revista e pelos custos. As funções
de proprietários e editores são contudo diferentes. Os proprietários
têm o direito de nomear e demitir os editores e de tomar decisões
negociais importantes, nas quais os editores deverão ser plenamente
envolvidos. Os editores devem ter total autoridade para determinar o conteúdo
editorial da revista. Este conceito de liberdade editorial deve ser firmemente
defendido pelos editores, mesmo à custa da colocação
dos seus lugares em perigo. Para garantir esta liberdade na prática,
o editor deve ter acesso directo ao mais alto nível da entidade
proprietária, e não apenas a um gestor delegado.
Os editores das revistas médicas
deverão ter um contrato que claramente estatui os direitos e deveres
do editor, para além dos termos gerais do contrato, e que defina
mecanismos para resolução de conflitos.
Um conselho editorial independente
pode ser útil para ajudar o editor a definir e manter a política
editorial.
Todos os editores e organizações
de editores têm a obrigação de apoiar o conceito de
liberdade editorial e de dar conhecimento à comunidade médica
internacional de transgressões graves a essa liberdade.
Conflito
de interesses
Existe conflito de interesses em
relação a um determinado manuscrito quando um participante
no processo de revisão e publicação - autor, revisor
ou editor - tem ligação a actividades que poderiam influenciar
inapropriadamente o seu julgamento, quer este seja ou não de facto
afectado. As relações financeiras com a indústria
- através, por exemplo, de emprego, consultoria, detenção
de capital, honorários, peritagem, quer directamente quer através
de um familiar próximo, são em geral considerados importantes
conflitos de interesses. Contudo, podem ocorrer conflitos por outras razões,
tais como relações pessoais, competição académica,
e paixão intelectual.
A confiança pública
no processo de revisão por pares e a credibilidade dos artigos publicados
dependem em parte da correcção do modo como os conflitos
de interesses são geridos durante a redacção, a revisão
e a decisão editorial. Podem frequentemente ser identificados e
eliminados vieses através de uma cuidadosa atenção
aos métodos científicos e às conclusões do
trabalho. As relações financeiras e os seus efeitos são
menos facilmente detectados do que outros conflitos de interesses. Os participantes
na revisão por pares e na publicação deverão
declarar os seus interesses potencialmente conflituais, e tal informação
deverá estar disponível de modo a permitir que outras pessoas
possam por si mesmas avaliar os seus efeitos. Dado que os leitores podem
ter mais dificuldade em detectar vieses em artigos de revisão e
editoriais do que em relatos de investigação original, algumas
revistas não aceitam revisões e editoriais de autores com
conflitos de interesses.
Autores
- Quando enviam para publicação um manuscrito, seja ele um
artigo ou uma carta, os autores têm a responsabilidade de reconhecer
e declarar conflitos de interesse financeiros e outros que poderiam enviesar
o seu trabalho. Devem agradecer no manuscrito todo o apoio financeiro ao
trabalho, bem como outras ligações financeiras ou pessoais
com o trabalho.
Revisores
- Os revisores pares exteriores deverão declarar aos editores quaisquer
conflitos de interesses que possam enviesar as suas opiniões sobre
o manuscrito, e deverão desqualificar-se para a revisão de
manuscritos específicos se pensarem que tal é apropriado.
Os editores devem ser postos ao corrente de conflitos de interesses dos
revisores para poderem interpretar os seus pareceres e decidirem por si
se o revisor deverá ser desqualificado. Os revisores não
devem usar o seu conhecimento de um trabalho antes da sua publicação
para favorecer o seus interesses.
Editores
e corpo editorial - Os editores que tomam as decisões
finais acerca dos manuscritos não deverão ter qualquer envolvimento
financeiro pessoal em qualquer das matérias que podem apreciar.
Os outros membros do corpo editorial, caso participem em decisões
editoriais, deverão fornecer aos editores uma descrição
corrente dos seus interesses financeiros (enquanto estes possam estar relacionados
com as decisões editoriais) e desqualificarem-se a si mesmos para
quaisquer decisões em que possam ter um conflito de interesses.
Os artigos e cartas publicadas deverão incluir uma descrição
de todo o apoio financeiro e de qualquer conflito de interesses que, na
opinião do editor, deva ser do conhecimento dos leitores. O corpo
editorial não deverá utilizar em proveito próprio
a informação adquirida através do trabalho com manuscritos.
Correcções,
Retractações, e "Expressões de preocupação"
acerca de achados de investigação
Em princípio os editores
devem assumir que os autores relatam trabalho baseado em observações
honestas. No entanto podem surgir dois tipos de dificuldade.
Em primeiro lugar, podem notar-se
nos artigos publicados erros que obrigam à publicação
de uma correcção ou erratum de parte do trabalho. Pode conceber-se
que um erro possa ser tão grave que todo o trabalho seja adulterado,
mas isso é improvável e deverá ser resolvido por editores
e autores casuisticamente. Este tipo de erro não deverá ser
confundido com inadequações postas a nu pela emergência
de informação científica nova no decurso normal da
investigação. Estas últimas não requerem correcções
ou retractações.
O segundo tipo de dificuldade é
a fraude científica. Se surgirem dúvidas substanciais acerca
da honestidade do trabalho, quer proposto para publicação
quer já publicado, é da responsabilidade do editor assegurar-se
de que a questão é adequadamente esclarecida (incluindo possível
consulta aos autores). Não é no entanto tarefa dos editores
conduzir uma investigação plena ou chegar a uma conclusão
definitiva; esta responsabilidade pertence à instituição
na qual foi executado, ou à entidade financiadora. O editor deve
ser rapidamente informado da decisão final, e se foi publicado um
artigo fraudulento a revista deve publicar uma retractação.
Se deste método de investigação não resultar
uma conclusão satisfatória, o editor pode optar por publicar
uma expressão de preocupação com uma explicação.
A retractação, ou
a expressão de preocupação, devem ser publicadas com
essa denominação numa página numerada de uma secção
importante da revista, ser incluídas no índice ou sumário
da revista, e incluir no seu título o título do artigo original.
Não deverão ser apenas uma carta ao editor. O ideal será
que o primeiro autor da retractação seja o mesmo do artigo
retractado, embora em certas circunstâncias o editor possa aceitar
retractações por outras pessoas responsáveis. O texto
da retractação deve explicar as razões pelas quais
o artigo está a ser retractado e incluir uma referência bibliográfica
dele.
A validade do trabalho anterior
do autor de um artigo fraudulento não pode ser assumida. Os editores
podem solicitar à instituição do autor garantias acerca
da validade de trabalhos anteriores publicados nas suas revistas, ou uma
retractação desses trabalhos. No caso de isso não
ser feito, podem optar pela publicação de um aviso anunciando
que a validade dos trabalhos anteriormente publicados não está
garantida.
Confidencialidade
os manuscritos devem ser revistos
com o devido respeito pela confidencialidade do autor. Ao submeterem os
seus manuscritos a revisão, os autores confiam aos editores os resultados
do seu trabalho científico e esforço criador, dos quais podem
depender a sua reputação e carreira. Os direitos dos autores
podem ser violados por quebra dos pormenores confidenciais da revisão
do seu manuscrito. Os revisores também têm direito à
confidencialidade, que deve ser respeitada pelo editor. A confidencialidade
pode ter de ser quebrada no caso de alegada fraude ou desonestidade, mas
deve ser mantida em todas as outras situações.
Os editores não devem fornecer
informação acerca dos manuscritos (incluindo a sua recepção,
o seu conteúdo, a sua situação no processo de revisão,
as apreciações de que foram objecto pelos revisores, ou o
seu destino final) a ninguém para além dos próprios
autores e dos revisores.
Os editores devem instruir claramente
os seus revisores sobre o facto de que os manuscritos enviados para revisão
são comunicações privilegiadas e constituem propriedade
privada dos autores. Em consequência, os revisores e os membros do
corpo editorial deverão respeitar os direitos dos autores não
discutindo em público o trabalho dos autores nem se apropriando
das suas ideias antes de o manuscrito ser publicado. Os revisores não
devem ser autorizados a fazer cópias do manuscrito para si mesmos,
e devem ser proibidos de o partilharem com outrem, excepto se para isso
tiverem a autorização do editor. os editores não devem
conservar cópias dos manuscritos rejeitados.
Divergem as opiniões acerca
do anonimato dos revisores. Alguns editores exigem aos revisores que assinem
as apreciações enviadas aos autores, mas a maioria pede que
os comentários dos revisores não sejam assinados ou deixa
a decisão ao critério do revisor. Quando os pareceres não
são assinados a identidade dos revisores não deve ser revelada
ao autor ou a quem quer que seja.
Algumas revistas publicam os comentários
dos revisores com o manuscrito. Tal procedimento não deverá
ser adoptado sem o consentimento de autores e revisores. No entanto os
comentários de revisores podem ser enviados para outros revisores
do mesmo manuscrito, e os revisores devem ser notificados da decisão
do editor.
Revistas
médicas e meios de comunicação social
O interesse público por
notícias da investigação médica levou os meios
de comunicação social de massas a competir vigorosamente
para obter informação acerca da investigação
o mais precocemente possível. Os investigadores e as instituições
encorajam muitas vezes o relato de investigação nos meios
de comunicação social antes da sua plena publicação
numa revista científica promovendo uma conferência de imprensa
ou concedendo entrevistas.
O público tem direito à
informação médica importante dentro de prazos razoáveis,
e os editores têm a sua quota parte de responsabilidade neste processo.
No entanto, os médicos necessitam de ter à sua disposição
relatórios completos e pormenorizados antes de poderem aconselhar
os seus pacientes sobre as conclusões desses relatórios.
Para além disso, o relato nos meios de comunicação
social de investigação científica antes de que o trabalho
tenha sido revisto por pares e plenamente publicado pode levar à
disseminação de conclusões imprecisas ou prematuras.
Para traçar políticas
a respeito destas situações, os editores podem utilizar as
seguintes recomendações:
1. Os editores podem fomentar a
transmissão ordenada ao público de informação
médica proveniente de investigadores através de revistas
com revisão por pares. Este objectivo pode ser conseguido através
de um acordo com os autores, comprometendo-se estes a não publicitar
o seu trabalho enquanto o manuscrito está a ser apreciado ou a aguardar
publicação, e de um acordo com os meios de comunicação
social, comprometendo-se estes a não publicar notícias antes
da publicação na revista, com a contrapartida da colaboração
da revista na preparação de notícias precisas (ver
em baixo).
2. Muito pouca investigação
médica tem implicações clínicas para a saúde
pública tão evidentes e prementes que justifiquem a publicação
de notícias antes da sua plena publicação numa revista.
Nestes casos excepcionais, no entanto, as competentes autoridades responsáveis
pela saúde pública devem tomar a decisão e ser responsáveis
pela disseminação antecipada de informação
aos médicos e aos meios de comunicação social de massas.
No caso de o autor e as autoridades competentes desejarem que um manuscrito
seja apresentado para publicação numa revista específica,
o editor desta deve ser consultado antes de qualquer difusão pública.
Se os editores concordarem com a necessidade de divulgação
imediata, devem prescindir das suas políticas de limitação
de publicidade anterior à publicação.
3. As políticas de limitação
de publicidade anterior à publicação não devem
aplicar-se a relatos nos meios de comunicação social sobre
apresentações em reuniões científicas ou aos
resumos destas reuniões (Publicação
redundante ou em duplicado). Os investigadores que apresentam o seu
trabalho numa reunião científica devem ter a liberdade de
discutir as suas apresentações com os jornalistas, mas devem
ser desencorajados de fornecer mais pormenores sobre o seu estudo do que
aqueles que apresentaram na sua comunicação.
4. Quando um artigo está
prestes a ser publicado, os editores podem querer auxiliar os meios de
comunicação social a preparar relatos precisos através
do fornecimento de comunicados de imprensa, da resposta a perguntas, do
fornecimento prévio de cópias da revista, ou da colocação
dos jornalistas em contacto com os peritos adequados. Este tipo de colaboração
deve ser condicionado à cooperação dos meios de comunicação
social através do compromisso de fazerem coincidir a publicação
de notícias com a publicação do artigo.
Publicidade
A maior parte das revistas médicas
incluem publicidade, que é uma fonte de rendimento para a revista,
ma não deve ser permitido à publicidade influenciar as decisões
editoriais. Os editores devem ter total responsabilidade pela política
de publicidade. Os leitores devem poder distinguir rapidamente publicidade
e material editorial. A justaposição de material editorial
e publicitário acerca dos mesmos produtos ou assuntos deve ser evitada,
e a publicidade não deve ser vendida sob condição
de ser incluída no mesmo número em que é publicado
um determinado artigo.
Uma revista não deve ser
dominada pela publicidade, mas os editores devem ser cautelosos acerca
da publicação de publicidade com origem em apenas um ou dois
anunciantes, dado que os leitores podem inferir que o editor foi influenciado
por esses anunciantes.
As revistas não devem incluir
publicidade a produtos que provaram ser gravemente nocivos para a saúde
- como por exemplo o tabaco. Os editores devem assegurar-se de que as normas
existentes para a publicidade são respeitadas, ou desenvolver normas
próprias. Finalmente os editores devem aceitar para publicação
quaisquer críticas à publicidade.
Suplementos
Suplementos são colecções
de artigos que tratam de tópicos ou assuntos relacionados, são
publicados como um número separado da revista ou como uma segunda
parte de um número regular, e são em geral financiados por
entidades exteriores à revista. Os suplementos podem ter finalidades
úteis: educação, troca de informações
sobre investigação, facilidade de acesso ao assunto focado,
e aumento da colaboração entre entidades académicas
e empresariais. Devido às fontes de financiamento, o conteúdo
dos suplementos pode reflectir vieses na escolha dos tópicos e pontos
de vista. Os editores devem pois ter em consideração os seguintes
princípios:
1. O editor da revista deve assumir
total responsabilidade pelas políticas, práticas, e conteúdo
dos suplementos. O editor da revista deve aprovar a nomeação
de qualquer editor do suplemento e conservar a autoridade para rejeitar
artigos.
2. As fontes de financiamento da
investigação, reunião e publicação,
devem ser claramente enunciadas, e localizadas em local proeminente no
suplemento, de preferência em todas as páginas. Sempre que
possível o financiamento deve provir de mais do que um patrocinador.
3. A publicidade nos suplementos
deve obedecer à mesma política seguida para a publicidade
no resto da revista.
4. Os editores devem permitir aos
leitores a distinção pronta entre páginas de edição
normais e páginas do suplemento.
5. A montagem não deve ser
permitida à organização financiadora.
6. Os editores de revistas e os
editores de suplementos não devem aceitar favores pessoais ou compensações
excessivas por parte dos patrocinadores de suplementos.
7. A publicação secundária
em suplementos deve ser claramente identificada através da citação
do artigo original. Deve evitar-se a publicação
redundante.
Papel
da coluna de correspondência
Todas as revistas biomédicas
deveriam ter uma secção incluindo comentários, perguntas,
ou críticas acerca de artigos que publicaram, na qual os autores
originais podem responder. Em geral, mas não necessariamente, esta
secção pode revestir a forma de coluna de uma correspondência.
A ausência de uma secção deste tipo retira aos leitores
a possibilidade de responder a artigos na mesma revista em que o trabalho
original foi publicado.
Competição
de manuscritos baseados no mesmo estudo
Os editores podem receber manuscritos
de autores diferentes com interpretações do mesmo estudo
em competição. Têm então de decidir se aceitam
para revisão manuscritos em competição que lhes foram
enviados mais ou menos simultaneamente por grupos ou autores diferentes,
ou podem ser solicitados a considerar um manuscrito, ao mesmo tempo que
um outro manuscrito em competição foi ou será enviado
para outra revista. Pondo de lado a questão não resolvida
da propriedade dos dados, discute-se aqui o que os editores deveriam fazer
quando confrontados com a recepção de manuscritos em competição
baseados no mesmo estudo.
Consideram-se dois tipos de envios
múltiplos para publicação: envios por colaboradores
no trabalho que estão em desacordo sobre a análise e interpretação
do seu estudo, e envio por colaboradores no trabalho que discordam acerca
do significado dos factos e da escolha dos dados a serem relatados.
As observações gerais
que se seguem podem ajudar os editores e outras pessoas a lidar com este
problema.
Diferenças
na análise ou interpretação
- Normalmente as revistas não quererão publicar artigos diferentes
da autoria de membros de uma equipa de investigação em conflito,
que têm análises e interpretações diferentes
dos dados, e o envio de tais manuscritos deve ser desencorajado. Se os
colaboradores no trabalho não conseguem resolver as suas diferenças
de interpretação entes de enviar o manuscrito, devem considerar
a hipótese de enviar um manuscrito contendo múltiplas interpretações
e chamar a atenção do editor para a sua divergência
de modo a que os revisores possam considerar a questão. Uma das
importantes funções da revisão por pares é
avaliar a análise e interpretação dos autores e sugerir
modificações adequadas das conclusões antes da publicação.
Em alternativa, após a publicação da versão
em disputa, os editores podem querer tomar em consideração
uma carta ao editor ou um segundo manuscrito dos autores dissidentes. Os
envios múltiplos colocam aos editores um dilema. A publicação
de manuscritos em contencioso para ventilar as disputas dos autores pode
ser um desperdício de espaço da revista e confundir os leitores.
Por outro lado, se os editores publicam conscientemente um manuscrito escrito
apenas por alguns dos colaboradores no trabalho, poderão estar a
negar aos outros elementos da equipa os seus legítimos direitos
de co-autoria.
Diferenças
nos métodos ou resultados relatados - Os trabalhadores
divergem muitas vezes nas suas opiniões acerca do que foi efectivamente
feito e observado e de quais os dados que devem ser relatados. Não
pode esperar-se que a revisão por pares resolva este problema. Os
editores devem rejeitar a apreciação deste tipo de envio
múltiplo até resolução do problema. Para além
disso, se houver alegação de desonestidade ou de fraude,
os editores devem informar as autoridades competentes.
Os casos descritos acima devem
ser distinguidos dos casos em que autores independentes e não trabalhando
em colaboração enviam manuscritos diferentes baseados em
análises diferentes de dados publicados disponíveis. Neste
caso a aceitação editorial de envios múltiplos pode
ser justificada, e ser mesmo uma boa razão para publicar mais do
que um manuscrito , dado que abordagens analíticas diferentes podem
ser complementares e igualmente válidas.
_____________________________________
Índice
CITAÇÕES
DESTAS NORMAS
Revistas em todo o mundo publicaram
estas normas e as declarações anexas (e o documento está
disponível actualmente em várias outras localizações
na World Wide Web). Para citar a versão mais recente destas Normas,
assegurar-se de que se cita uma versão publicada em 1 de Janeiro
de 1997 ou posteriormente.
As citações do original
deste documento podem ser feitas por referência a uma das várias
revistas nas quais foi publicado, nomeadamente aquela a partir da qual
esta tradução foi feita:
International Committee of Medical
Journal Editors. Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical
journals. JAMA
1997;277:927-34.
Esta tradução foi
feita por José António
Miranda. Este documento não está protegido por direitos
de autor; pode ser copiado ou distribuído gratuitamente com fins
não lucrativos.
As citações desta
tradução portuguesa devem ser feitas pelas seguintes referências:
Comissão Internacional de
Editores de Revistas Médicas. Normas para apresentação
de artigos propostos para publicação em revistas médicas.
Rev Port Clin Geral 1997;14: 159-74.
ou
Comissão Internacional de
Editores de Revistas Médicas. Normas para apresentação
de artigos propostos para publicação em revistas médicas.
In: Miranda JA. Normas de Vancouver. 1998 Fev 14: (69 ecrans). Disponível
em: URL: http://homepage.esoterica.pt/~nx2fmd/Normas.html